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Tema 4 - Convocação ao óbvio!

Filhos do Capitalismo Selvagem,

Hoje voltei do meu exílio pessoal...
...retrai-me nas minhas colocações e opiniões críticas sobre tudo e todos....
Ah! Pobre de mim! Negligenciei o óbvio, neguei aos meus a amplitude da visão!

Peço humildemente perdão e solicito que voltem aos seus postos, de jovens combatentes, no cumprimento simples dos deveres óbvios!

Convoco os alienados, os marxistas, os altos, os magros, os católicos e todos os seres sexuados com encéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor!

Sim todos vocês são convocados ao óbvio!

Quais seriam os nossos postos? Quais seriam os nossos deveres óbvios?


Quando pensamos diretamente em postos ou deveres, remetemo-nos diretamente as nossas responsabilidades cotidianas, coisa que a maioria dos compatriotas quer fugir, desejando “Queria não ter responsabilidades”, “Melhor que o outro faça”

Quanta tolice! Mentes atrofiadas pelos BBBs e Pânicos na TV!


Uma vida sem postos e sem deveres é uma vida monótona!
É o traçado de metas, de deveres e atividades que norteiam e oferecem significado para toda a nossa existência, mas o que a maioria faz? Escondem-se! Fingem não saber o que há de errado, e no “armagedon” pessoal culpam os outros dizendo relutantes “Nunca me falaram nada sobre isso”!

Na verdade a maioria das pessoas quer passar pela sua curta existência apenas como “número”, nos oitenta ou noventa anos que estiverem coexistindo com outros seres, a maioria quer fazer apenas o necessário, talvez o mínimo.
Pesquisa do IBPH (Instituto Brasileiro de Pesquisas Humanas) aponta que 88% dos brasileiros querem apenas uma vida normal, ou seja, talvez uma casa própria, um carro nacional e quando muito, um bom álbum de família para lembranças póstumas, aliás, muitos não chegam nem a isso, ao ponto de se considerar as pessoas que possuem estes simples quesitos como pessoas de “sucesso”! Que inversão de valores, onde tentativas são considerados acertos e acertos são considerados como “oportunidades”!

Quando olho para todos vocês, fico refletindo, onde eles podem se encaixar? Será que desejam fazer a diferença e estar entre os 12% que querem deixar seu nome ao menos conhecido no bairro onde moram? Ou querem ter a vida normal, sem as preocupações dos gênios e as responsabilidades dos intelectuais?

Aliás, desespero-me, o que seria o óbvio para eles?

O maior marxista, de direita e esquerda do mundo!


Leandro Andrade da Rocha

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