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Semana 09 (22.06 a 26.06) - Quem tem medo do Irã?

Prezados Leitores,

Quando iniciamos nossas atividades estudantis neste ano letivo de 2009 indagamos o valor inalienável da democracia, direito adquirido pelas nações soberanas ao longo de sua história, muitas vezes conquistada através de conflitos, lutas armadas, influências ideológicas ou simplesmente por uma questão comodidade.

Mas o que dizer do Irã, país republicano que em sua história política já entrou em guerra com nações do Oriente Médio e na antiguidade até foram anexados ao grande império de Alexandre, o Grande, Reino Unido e URSS, ambas durante a Segunda Guerra Mundial. Mas o conflito que mais nos chama atenção foi o conflito com o Iraque a partir de 1980, o Irã e o Iraque enfrentaram-se numa guerra destruidora que duraram oito anos. Neste contexto reformistas e conservadores continuam a enfrentar-se no Irã, mas desta vez através da política. A vitória de Mahmoud Ahmadinejad na eleição presidencial de 2005 tem dado causa a um aumento nas tensões entre o Irã e os EUA, em especial no que se refere ao programa nuclear iraniano.

Para piorar a questão o mesmo presidente foi reeleito com maioria expressiva de votos neste ano de 2009, fazendo que muitos grupos “internacionais”questionassem a legitimidade das eleições iranianas, formando dois grupos especialemente bem articulados: os defensores da democracia iraniana (entre eles o governo Venezuelano) e os contrários a democracia iraniana (entre eles o governo dos EUA).

Vejamos como exemplo o discursso do presidente Venezuelano Hugo Chaves, no dia 14 de Junho de 2009 em Caracas, criticando o que chamou de intenção do capitalismo de empanar a "grande vitória" de Mahmoud Ahmadinejad, e voltou a felicitar o líder iraniano pela reeleição.

"Quero felicitar Ahmadinejad, reeleito por uma grande maioria", disse Chávez em seu programa de rádio e televisão de domingo, "Alô Presidente", antes de afirmar que a vitória do iraniano "já começa a tentar ser enturvada pelos porta-vozes do capitalismo".

O líder venezuelano, que ontem falou por telefone com o presidente iraniano para felicitá-lo pela vitória, reiterou que Ahmadinejad alcançou essa "grande vitória com mais de 60% dos votos" a favor.

Por outro lado temos o discurso do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, que disse ter "dúvidas" sobre a legitimidade do resultado das eleições presidenciais realizadas no Irã, que reelegeram por grande maioria o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad.

"Tenho dúvidas, mas vamos guardar os comentários até que não tenhamos uma ampla revisão de todo o processo", afirmou o vice-presidente durante uma entrevista à rede de TV americana”
"É preciso ver quais foram os resultados e analisá-los, algo que faremos, não somente nós, mas todos os países do mundo, e então poderemos emitir um julgamento mais apropriado"

Como podemos perceber estamos assistindo pela TV uma nova Guerra Fria, com proporções globais e recheadas de discursos ideológicos e imperialistas.

Qual a democracia podemos respeitar como legítima?
IC XC NI KA
Prof. Leandro Andrade da Rocha

1) Pesquise quais foram os principais conflitos envolvidos com o Irà ao longo de sua história política e sem seguida escolha um conflito e comente.
2) Quais as razões históricas do autor para afirmar “estamos assistindo pela TV uma nova Guerra Fria”? Justifique sua resposta.
3) Porque os EUA colocaram-se contra as eleições Iranianas?
4) Existem aspectos religiosos envolvidos no conflito ideológico?

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